Os relatórios do GAM mostram 47 métricas diferentes no dashboard, você não sabe quais realmente importam, e acaba olhando apenas as “Impressões Totais” achando que isso resume a saúde da sua monetização. Você abre o Google Ad Manager diariamente, vê que as impressões subiram 15% na última semana e assume que está tudo bem, mas o revenue caiu 8% no mesmo período e você não consegue diagnosticar o problema porque não sabe quais métricas correlacionar para entender o que está errado.
As métricas do Google Ad Manager oferecem dimensões diferentes, e 90% dos publishers olham apenas impressões, CPM médio e revenue total, ignorando completamente as métricas críticas que revelam a saúde real do inventário: o fill rate por SSP, a viewability por ad unit, o match rate da audiência, a discrepância técnica. O resultado é que problemas graves passam despercebidos por semanas: um SSP quebrado que parou de licitar, um floor configurado alto demais bloqueando 40% da demanda, uma viewability que colapsou depois de mudança no layout.
Neste artigo, você vai entender mais sobre os relatórios do GAM, oito métricas do Google Ad Manager que realmente impactam o seu revenue e aprender como interpretá-las corretamente.
Por que a maioria das métricas do Google Ad Manager é ruído e como entender os relatórios do GAM
O Google Ad Manager disponibiliza centenas de métricas diferentes: impressões totais, impressões servidas, impressões viewable, impressões matched, cliques, CTR, CPM, eCPM, revenue, fill rate, match rate, viewability rate, discrepância, latência, win rate, e dezenas de outras. Para um ad ops iniciante, o dashboard parece uma avalanche de números sem contexto claro.
A verdade é que 80% do diagnóstico vem de apenas oito métricas essenciais. O restante é ruído ou métricas de nicho relevantes apenas em contextos específicos. Publishers experientes ignoram a maioria dos números e focam nas métricas que realmente correlacionam com revenue e revelam problemas antes de virarem crise.
As métricas se organizam em quatro categorias: as métricas de volume medem quantas impressões você gera (importantes mas insuficientes isoladamente), as métricas de qualidade revelam se as impressões são valiosas para anunciantes (viewability, match rate), as métricas de monetização impactam o faturamento diretamente (CPM, revenue, fill rate), e as métricas de diagnóstico técnico detectam problemas que vazam revenue (discrepância, latência). As oito métricas que vamos detalhar cobrem essas categorias de forma equilibrada.
Métrica #1 – Impressões servidas vs Ad requests
A primeira métrica essencial dos relatórios do GAM é o fill rate, calculado dividindo as impressões servidas pelos ad requests e multiplicando por 100. Essa métrica revela quantas oportunidades publicitárias foram monetizadas versus desperdiçadas porque nenhum anunciante quis comprar ou o lance ficou abaixo do floor.
Por que importa?
Um fill rate de 75% significa que 25% das ad requests ficaram unfilled e geraram zero revenue. Mesmo com um CPM excelente de USD 3.00, você deixa USD 75 diários na mesa com 100.000 ad requests desperdiçadas. O fill rate impacta o revenue total diretamente: dois sites com mesmo CPM têm revenues drasticamente diferentes se um tem fill de 85% e outro de 65%.
Sinais de alerta:
Um fill que cai 10 pontos ou mais em sete dias exige investigação urgente (SSP quebrou? Floor ajustado errado?). Se o fill em desktop é 80% mas em mobile é 45%, o problema específico está na configuração mobile.
Onde encontrar no GAM:
Relatórios → Dimensão: “Ad Unit” → Métricas: “Total code served count” (ad requests) + “Total impressions” (servidas). Divida e multiplique por 100 para o fill rate percentual.
Métrica #2 – CPM médio por SSP
A segunda métrica crítica é o CPM médio segmentado por cada SSP (yield partner). Dentro dos relatórios do GAM, essa métrica revela quais fontes de demanda valorizam mais as suas impressões versus quais estão arrastando a média para baixo sem contribuir proporcionalmente.
Por que importa?
O CPM agregado esconde uma variação gigante. Por exemplo: Um CPM médio de USD 2.00 pode ser Index Exchange pagando USD 3.50, PubMatic USD 2.80, e Magnite USD 0.80. Sem segmentação, você não sabe que o Magnite está destruindo a média e consumindo latência sem agregar valor.
Como interpretar:
SSP 40%+ acima da média é performer excepcional (priorize). SSP dentro de ±20% da média é normal. SSP 30%+ abaixo da média é candidato a remoção ou investigação (configuração errada? Targeting incompatível?).
Além disso, uma correlação importante é o CPM alto com fill baixo de SSP específico. Caso isso aconteça, indica um floor agressivo para aquele parceiro.
Onde encontrar no GAM:
Relatórios → Dimensão: “Yield partner” → Métricas: “Average eCPM”.**
Métrica #3 – Viewability Rate (anunciantes premium pagam por isso)
A terceira métrica é o viewability rate, que mostra a porcentagem de impressões viewable segundo o padrão IAB (50%+ pixels visíveis por 1+ segundo para display, 2+ segundos para video).
Por que importa dentro dos relatórios do GAM?
Anunciantes premium pagam 40-80% mais por impressões viewable porque sabem que o usuário efetivamente viu o anúncio. Viewability baixa atrai apenas demanda remanescente de baixo CPM, já que anunciantes sérios não desperdiçam budget em impressões que ninguém vê.
Sinal de alerta:
Viewability que cai 15 pontos ou mais indica mudança recente no site (novo layout? Lazy loading agressivo demais?).
Onde encontrar no GAM:
Relatórios → Métricas: “Active View viewable impressions %” (precisa ter o Active View habilitado).
Métrica #4 – Match Rate: sua audiência tem valor para anunciantes?
A quarta métrica é o match rate, que mostra a porcentagem de impressões onde o anunciante conseguiu identificar o usuário via cookie ou ID alternativo. Essa métrica revela se a sua audiência é “conhecida” e valiosa ou anônima e menos targetável.
Por que importa?
Anunciantes pagam 2-5× mais por usuários identificados porque podem targetar com precisão e medir retorno. Um match rate de 30% significa que 70% da audiência é anônima, ou seja, com CPMs estruturalmente menores porque os anunciantes estão atirando no escuro.
Ação prática:
Nos relatórios do GAM, um match rate baixo correlacionado com CPMs baixos exige estratégias de first-party data. Incentive login com benefícios tangíveis, capture emails, integre soluções de identity como Unified ID 2.0.
Onde encontrar no GAM:
Relatórios → Dimensão: “Yield partner” → Métricas: “Match rate”.
Métrica #5 – Discrepância entre GAM E SSPs (detecte revenue leakage)
A quinta métrica é a discrepância, que mostra a diferença percentual entre impressões reportadas pelo GAM versus impressões reportadas pelos SSPs. Ela revela “leakage” técnico, ou seja, você serve impressões mas não é pago proporcionalmente.
Por que importa?
Uma discrepância de 15% significa que você serve 100 impressões, segundo os relatórios do GAM, mas é pago por apenas 85 segundo os SSPs. Dessa forma, 15% do revenue desaparece por erro técnico. Com 1 milhão de impressões mensais a USD 2.00 CPM, a discrepância de 15% vaza USD 300 mensais (USD 3.600 anuais).
Causas comuns:
Latência excessiva (timeout do GAM vs SSP desalinhados), ad blockers, configuração incorreta de adaptadores de header bidding, viewability mismatch.
Como interpretar:
Discrepância alta com SSP específico indica problema de integração isolado. Discrepância alta com todos os SSPs indica problema sistêmico (ad blockers prevalentes? Latência geral?).
Onde encontrar:
Essa métrica não está diretamente no GAM. Por isso, compare “Total impressions” do GAM com relatórios de cada SSP manualmente. Calcule: (Impressões GAM – Impressões SSP) / Impressões GAM × 100.
Métrica #6 – Revenue por 1.000 pageviews (RPM) – a métrica final
A sexta métrica é o RPM (Revenue Per Mille), calculada dividindo o revenue total pelos pageviews e multiplicando por 1.000. É a única métrica que realmente importa para o negócio, consolidando CPM, fill rate, ad units por página e viewability em um número único: quanto você ganha por 1.000 visitantes.
Por que é a métrica final?
Você pode ter um CPM excelente mas um fill péssimo, gerando RPM baixo. Por outro lado, pode ter um fill excelente, mas um CPM horrível, também resultando em RPM baixo. O RPM captura a performance holística e é o que CFOs se importam: “quanto esse tráfego gera?
Como interpretar mudanças:
Um RPM crescendo com CPM estável indica que você melhorou o fill ou adicionou ad units. Um CPM crescendo com RPM estável indica que o fill caiu proporcionalmente (trade-off). Por fim, um RPM e CPM caindo juntos indica um problema multicausal sério.
Ação prática:
Monitore RPM semanalmente como métrica norte absoluta. Se cai 15% ou mais em 14 dias, mergulhe nas outras sete métricas para diagnosticar a causa raiz (fill? CPM? Viewability? Discrepância?).
Onde encontrar:
Essa métrica também não está diretamente nos relatórios do GAM, por isso, você deve calcular manualmente: (Total revenue / Total pageviews do Google Analytics) × 1.000.
Métrica #7 – Win Rate por SSP
A sétima métrica dos relatórios do GAM, crítica para header bidding, é o win rate, que mostra a porcentagem de vezes que cada SSP venceu o leilão quando participou. Ela revela a competitividade real de cada parceiro.
Por que importa?
SSP com win rate de 5% participa consumindo latência mas quase nunca vence, ou seja, atrapalha mais que ajuda. SSP com win rate de 35% é um competidor forte que frequentemente traz o melhor lance e justifica a latência.
Como interpretar:
Win rate acima de 25% indica SSP altamente competitivo e essencial. Entre 10-25% é um contributor sólido. Abaixo de 8% é candidato a remoção (latência supera benefício).
Ação prática:
Remova SSPs com win rate abaixo de 5% consistentemente por 30 dias, em média. Eles congestionam o leilão sem agregar valor e a latência extra prejudica mais que contribuem.
Onde encontrar no GAM:
Relatórios → Dimensão: “Yield partner” + “Historical” → Métricas: “Bid win rate”.**
Métrica #8 – Latência média de leilão (performance técnica do stack)
A oitava métrica é a latência média, que mede o tempo em milissegundos que o leilão leva desde ad request até anúncio servido. Ela revela se a stack técnica está otimizada ou lenta demais.
Por que importa?
Latência acima de 500ms prejudica Core Web Vitals, frustra usuários e aumenta bounce rate. O Google penaliza sites lentos no SEO. Você tem trade-off constante entre monetização (mais SSPs = mais revenue) e UX (mais SSPs = mais latência).
Como interpretar:
Latência acima de 800ms consistente indica timeout muito generoso, SSPs lentos não otimizados, ou muitos SSPs (8+) simultaneamente.
Ação prática:
Identifique SSPs com latência acima de 600ms individual. Se contribuem menos de 10% do revenue, são candidatos a remoção, visto que o custo técnico supera o benefício. Além disso, teste diferentes timeouts: comece com 700ms, depois teste 600ms e compare o impacto.
Correlação crítica:
Latência alta correlacionada com bounce rate alto indica que a monetização está prejudicando o produto. Priorize reduzir a latência mesmo sacrificando 5-10% de revenue.
Onde encontrar:
Yield Analytics no GAM (se disponível) → “Latency”. Alternativa: Prebid.js analytics rastreiam latência por SSP.
Conclusão
Como vimos, dentro dos relatórios do GAM, oito métricas essenciais revelam 80% da saúde da monetização: o fill rate mostra quantas oportunidades você monetiza, o CPM por SSP revela quem paga melhor, a viewability indica se anunciantes premium veem valor, o match rate mostra se a audiência é identificada, a discrepância detecta revenue leakage técnico, o RPM consolida tudo em métrica final de negócio, o win rate revela competitividade real dos SSPs, e a latência garante que monetização não destrói performance.
O seu dashboard mental deve organizar essas métricas por categoria: volume (fill rate), preço (CPM por SSP), qualidade (viewability e match rate), diagnóstico técnico (discrepância, win rate, latência), e métrica consolidada de negócio (RPM). Se o RPM cai, você mergulha nas outras sete para diagnosticar a causa raiz.
Se você não tem tempo ou expertise para monitorar os relatórios do GAM semanalmente e tomar ações baseadas no diagnóstico, a AdSeleto oferece monitoramento contínuo profissional com alertas proativos quando as métricas saem da normalidade.
A nossa plataforma AutoPilot™ detecta automaticamente quando fill rate cai, CPM despenca, viewability colapsa, ou win rate indica problema técnico, e ajusta configurações antes de impactar o revenue. Fale com a AdSeleto sobre gestão profissional de GAM com monitoramento 24/7 e otimização contínua.