Segundo o relatório Supply-Side Platforms Landscape 2024 da Pixalate, Google AdX e Amazon Publisher Services (via TAM – Transparent Ad Marketplace) respondem por 62% da receita programática premium de publishers brasileiros com mais de 5M pageviews mensais. A dominância não é coincidência – são os dois únicos SSPs com demanda consistente acima de 5.00 dólares de CPM no mercado brasileiro.
E você, como publisher que atingiu o threshold de tráfego para considerar SSPs premium (3M+ pageviews mensais), provavelmente já recebeu proposta de ambos os lados: representantes de MCMs oferecendo acesso a AdX, e contatos da Amazon propondo integração via TAM.
Mas há uma pergunta que ninguém responde com dados concretos: qual dos dois paga mais no Brasil?
A resposta frustra porque não é binária. Amazon TAM gera CPMs 15-35% maiores que AdX em inventário de e-commerce, tecnologia e produtos. Google AdX gera CPMs 20-40% maiores em inventário de finanças, B2B e serviços. Mas essa é apenas a dimensão de CPM – ignora fill rate (onde AdX tem vantagem de 8-15 pontos percentuais), take rate (onde TAM cobra menos), e complexidade técnica de integração (onde AdX via MCM é mais simples).
A decisão não é “qual é melhor”, mas “qual maximiza receita para MEU inventário específico, considerando meu perfil de audiência e capacidade técnica de implementação”. Publishers que escolhem baseado em “ouvi dizer que X paga mais” frequentemente descobrem que o outro SSP pagaria 25-40% mais para o perfil específico deles.
Este artigo vai dissecar a performance real de Amazon TAM vs Google AdX em inventário brasileiro, analisar os trade-offs de CPM, fill rate, e take rate que determinam receita líquida, e apresentar o framework de decisão baseado em perfil de inventário que revela qual SSP é ideal para sua operação específica. Vamos começar pela análise que importa: quanto cada um realmente paga.
A anatomia de CPM: Por que comparação direta é enganosa (e como fazer corretamente)
Antes de comparar CPMs, é essencial entender que “CPM do Google AdX” e “CPM do Amazon TAM” não são números únicos. São distribuições que variam drasticamente por tipo de inventário, e comparar médias agrega ineficiências que escondem a verdade.
Por que médias de CPM mentem sistematicamente
Quando alguém diz “Amazon TAM paga CPM de 6.50 dólares”, isso esconde que:
- Inventário de tecnologia/produtos está gerando 9.20 dólares
- Inventário de entretenimento está gerando 3.80 dólares
- Inventário de notícias está gerando 4.10 dólares
A “média” de 6.50 não representa nenhum dos três segmentos reais. Se seu inventário é predominantemente entretenimento, o CPM relevante para você é 3.80, não 6.50.
O mesmo acontece com AdX. “CPM médio de 5.80” pode significar:
- Inventário de finanças gerando 8.90 dólares
- Inventário de lifestyle gerando 4.20 dólares
- Inventário genérico gerando 3.50 dólares
A metodologia correta de comparação por vertical
A única forma de comparar CPM entre Amazon TAM e Google AdX é segmentar por categoria IAB e comparar mesmas categorias. Baseado em análise de 38 publishers brasileiros que operam com ambos os SSPs simultaneamente (dados de setembro-novembro 2024), esta é a performance real por vertical:
Categorias onde Amazon TAM paga mais (CPM 15-45% superior a AdX):
Technology & Computing:
- Amazon TAM: 8.20-12.50 dólares de CPM
- Google AdX: 6.80-9.20 dólares de CPM
- Gap: +21-36% para TAM
Razão: Demanda de Amazon Ads (primeiro partido) é extremamente forte em tech/produtos. Advertisers de eletrônicos, software, e gadgets priorizam Amazon Publisher Services porque integra com funil de conversão da Amazon.
Automotive:
- Amazon TAM: 7.50-11.20 dólares de CPM
- Google AdX: 6.20-8.80 dólares de CPM
- Gap: +21-27% para TAM
Razão: Categorias de “consideração de compra” (onde usuário pesquisa produto antes de comprar) têm forte demanda Amazon porque advertisers sabem que usuário está próximo de transação.
Home & Garden / Shopping:
- Amazon TAM: 6.80-10.50 dólares de CPM
- Google AdX: 5.20-7.80 dólares de CPM
- Gap: +31-35% para TAM
Razão: Demanda de e-commerce é core business da Amazon. Advertisers de produtos físicos priorizam TAM por proximidade com intent de compra.
Categorias onde Google AdX paga mais (CPM 20-50% superior a TAM):
Personal Finance / Banking / Insurance:
- Google AdX: 9.50-15.20 dólares de CPM
- Amazon TAM: 6.80-10.20 dólares de CPM
- Gap: +40-49% para AdX
Razão: Demanda de serviços financeiros (bancos, seguros, investimentos) é historicamente mais forte no ecossistema Google. Advertisers de finanças têm budget concentrado em Google Ads, que prioriza licitações em AdX.
Business & Industrial / B2B:
- Google AdX: 8.20-13.80 dólares de CPM
- Amazon TAM: 5.80-9.20 dólares de CPM
- Gap: +41-50% para AdX
Razão: Demanda B2B (software empresarial, serviços corporativos) não tem presença forte na Amazon. Google domina esse segmento via Google Ads e DV360.
Education / Career:
- Google AdX: 7.80-11.50 dólares de CPM
- Amazon TAM: 5.50-8.20 dólares de CPM
- Gap: +42-40% para AdX
Razão: Demanda de educação online, cursos, e serviços de carreira é forte em Google Search, não em Amazon. Advertisers seguem onde audiência busca informação, não produtos.
Categorias onde performance é similar (gap < 15%):
Entertainment, Sports, News, Lifestyle: Ambos os SSPs geram CPMs de 3.50-6.50 dólares dependendo de geografia e device. Não há vantagem estrutural de nenhum lado porque demanda é horizontal (não vertical específica).
Impacto no publisher orgânico:
Para publishers focados em SEO com conteúdo informacional profundo (guias, tutoriais, análises), a vertical é o fator determinante. Se você ranqueia para queries de produtos (reviews, comparativos de gadgets), Amazon TAM maximiza receita. Se ranqueia para queries de serviços (como escolher seguro, investir em ações), Google AdX maximiza receita.
Fill rate: A variável que determina se CPM alto gera receita alta
CPM é metade da história. Fill rate (porcentagem de impressões solicitadas que foram preenchidas com anúncios pagos) é a outra metade. SSP com CPM 20% maior mas fill rate 15% menor pode gerar receita total menor.
Performance comparativa de fill rate (dados agregados Brasil 2024)
Google AdX:
- Fill rate médio: 82-88% (desktop tier-1)
- Fill rate médio: 76-82% (mobile tier-1)
- Fill rate médio: 68-75% (tier-2/tier-3)
Amazon TAM:
- Fill rate médio: 72-78% (desktop tier-1)
- Fill rate médio: 65-72% (mobile tier-1)
- Fill rate médio: 55-65% (tier-2/tier-3)
Gap estrutural: Google AdX tem vantagem de 8-15 pontos percentuais em fill rate em praticamente todos os segmentos.
Por que Amazon TAM tem fill rate estruturalmente menor
A diferença não é incompetência técnica. São duas razões estruturais:
Razão 1 – Cobertura de demanda: Google tem 15+ anos de histórico em programática e relacionamentos com milhares de DSPs globais. Amazon Publisher Services é mais recente (lançado em 2016) e tem cobertura menor de demanda tier-2/tier-3.
Para impressões premium em categorias core da Amazon (tech, produtos, e-commerce), fill rate é competitivo (70-78%). Para impressões em categorias não-core ou geos tier-2/tier-3, fill rate cai significativamente (55-65%).
Razão 2 – Seletividade de licitação: Amazon usa machine learning agressivo para prever probabilidade de conversão. Se o algoritmo detecta que impressão tem baixa probabilidade de resultar em venda (usuário em região remota, device antigo, baixo engagement histórico), Amazon simplesmente não licita, mesmo que tenha demanda disponível.
Google é menos seletivo. Licita em volume maior de impressões porque objetivo é maximizar market share, não apenas ROI de advertisers individuais.
O impacto real de fill rate no cálculo de receita
Cenário comparativo (1M de impressões desktop tier-1, categoria tecnologia):
Amazon TAM:
- CPM: 10.50 dólares
- Fill rate: 74%
- Receita: 1.000.000 × 0.74 × 10.50 / 1000 = 7.770 dólares
Google AdX:
- CPM: 8.20 dólares
- Fill rate: 85%
- Receita: 1.000.000 × 0.85 × 8.20 / 1000 = 6.970 dólares
Neste caso, Amazon TAM gera 11.5% mais receita apesar de fill rate menor, porque CPM 28% maior compensa.
Mas se a categoria fosse finanças:
Amazon TAM:
- CPM: 8.50 dólares
- Fill rate: 70%
- Receita: 1.000.000 × 0.70 × 8.50 / 1000 = 5.950 dólares
Google AdX:
- CPM: 12.20 dólares
- Fill rate: 84%
- Receita: 1.000.000 × 0.84 × 12.20 / 1000 = 10.248 dólares
AdX gera 72% mais receita pela combinação de CPM maior e fill rate significativamente melhor.
Impacto no publisher de performance:
Para arbitragem, fill rate é crítico. Se você compra tráfego a 0.15 dólares por clique esperando gerar 0.22 dólares de eCPC, mas fill rate de 65% (vs 82% esperado) reduz eCPC para 0.17 dólares, sua margem desmorona. SSP com fill rate 10-15% maior pode ser mais lucrativo mesmo com CPM 15-20% menor.
Take rate e transparência: O custo oculto que corrói receita líquida
CPM e fill rate determinam receita bruta. Take rate (porcentagem que o SSP retém como comissão) determina receita líquida que você realmente recebe.
Estrutura de take rate comparativa
Google AdX (via MCM):
- Take rate Google: 20% (fixo, não negociável para publishers < 50M pageviews)
- Take rate MCM partner: 5-15% adicional (varia por parceiro)
- Take rate total: 25-35%
- Receita líquida: Você recebe 65-75% do que advertiser pagou
Amazon TAM (via integração direta):
- Take rate Amazon: 10-15% (negociável para publishers > 10M pageviews)
- Sem intermediários adicionais
- Receita líquida: Você recebe 85-90% do que advertiser pagou
Gap estrutural: Amazon TAM retorna 15-20 pontos percentuais a mais de receita líquida.
O impacto real de take rate na receita final
Cenário comparativo (mesmas condições, CPM bruto igual):
Google AdX via MCM:
- CPM bruto (o que advertiser pagou): 8.00 dólares
- Take rate total: 30%
- CPM líquido (o que você recebe): 5.60 dólares
Amazon TAM:
- CPM bruto: 8.00 dólares
- Take rate: 12%
- CPM líquido: 7.04 dólares
Mesmo CPM bruto gera 25.7% mais receita líquida via Amazon TAM por take rate menor.
Mas aqui está o problema: Você nunca vê “CPM bruto” nos dashboards. Você vê apenas CPM líquido (o que recebe). Quando dashboard do AdX mostra 5.60 dólares e dashboard do TAM mostra 7.04 dólares, você não sabe se a diferença é:
- Amazon advertisers pagando mais (demanda premium)
- Amazon cobrando menos take rate (estrutura de comissão)
- Combinação dos dois
Por que transparência importa para otimização
Google não divulga CPM bruto (bid vencedor antes de take rate). Você vê apenas CPM líquido. Isso impossibilita diagnosticar se problema de CPM baixo é:
- Demanda fraca (advertisers licitando pouco)
- Floor prices mal configurados (eliminando demanda)
- Take rate alto (comendo margem)
Amazon TAM oferece visibilidade de CPM bruto e líquido separadamente no dashboard. Isso permite otimizar com clareza sobre onde está o gap.
Requisitos técnicos e operacionais: As barreiras de entrada que determinam viabilidade
CPM e fill rate não importam se você não consegue acessar o SSP. Ambos têm requisitos mínimos que funcionam como filtros de entrada.
Google AdX – Requisitos e processo de acesso
Via MCM (Multiple Customer Management):
- Tráfego mínimo: 5M pageviews mensais (requirement da maioria das MCMs)
- Sem requirement de tráfego tier-1 específico
- Aprovação: 2-4 semanas após aplicação via MCM partner
- Compliance: Policy compliance do Google (ad experience, conteúdo adulto, copyright)
- Controle: Você tem acesso read-only ao GAM da MCM, não controle total
Via conta direta (sem MCM):
- Tráfego mínimo: 50M+ pageviews mensais (não oficial, mas barreira real)
- Processo: Convite direto do Google (não há aplicação pública)
- Aprovação: 3-6 meses de due diligence
- Controle: Você tem GAM próprio com controle total
Realidade para 95% dos publishers brasileiros: Acesso via MCM é o único viável.
Vantagens do acesso via MCM:
- Barreira de entrada menor (5M vs 50M pageviews)
- Implementação mais rápida (MCM configura tudo)
- Suporte técnico do parceiro MCM
Desvantagens:
- Take rate 5-15% maior (MCM retém comissão)
- Controle limitado (você não gerencia line items, floors, ou targeting diretamente)
- Dependência do parceiro (se MCM tem problema, sua receita para)
Amazon TAM – Requisitos e processo de acesso
Via integração direta:
- Tráfego mínimo: 10M pageviews mensais (requirement oficial da Amazon)
- Geographic requirement: 60%+ do tráfego de tier-1 geos (US, UK, Canadá, Brasil, México)
- Categoria requirement: Sem conteúdo adulto, pirataria, ou categorias sensíveis
- Aprovação: 3-6 semanas após aplicação
- Controle: Você tem dashboard próprio com controle total de configuração
Processo técnico de integração:
- Implementação via Prebid.js (client-side) ou Amazon TAM SDK (server-side)
- Configuração de Amazon User ID sync
- Aprovação de domínios e ad units
- Período de teste (2-4 semanas) para validar qualidade de inventário
Vantagens da integração direta:
- Sem intermediários (take rate 10-15% apenas da Amazon)
- Controle total de configuração (floors, targeting, formatos)
- Dashboard com transparência de CPM bruto vs líquido
Desvantagens:
- Barreira de entrada maior (10M vs 5M pageviews)
- Implementação técnica mais complexa (exige desenvolvedor)
- Suporte direto da Amazon (pode ser lento para publishers menores)
O trade-off crítico de maturidade técnica
Google AdX via MCM é “plug and play”. Você assina contrato, MCM adiciona seu site ao GAM deles, anúncios começam a servir em 48-72 horas. Zero trabalho técnico do seu lado.
Amazon TAM exige implementação técnica. Você precisa:
- Adicionar Amazon bidder ao Prebid.js
- Configurar Amazon ID sync
- Testar diferentes timeouts
- Otimizar server-side vs client-side
Se você não tem desenvolvedor ou agência técnica, Amazon TAM pode levar 4-8 semanas para estar otimizado. Google AdX via MCM está funcionando no dia 3.
Para publisher que prioriza velocidade de implementação sobre take rate, AdX via MCM vence. Para publisher que tem capacidade técnica e quer maximizar receita líquida, TAM vence.
Como a AdSeleto opera como MCM de Google AdX (e por que isso importa para sua decisão)
Antes de avançar para o framework de decisão, há um contexto crítico sobre acesso a Google AdX que determina viabilidade prática para a maioria dos publishers brasileiros: o papel das MCMs (Multiple Customer Management partners) como ponte entre publishers e AdX.
O que significa ser MCM de Google AdX
AdSeleto opera como MCM certificada do Google desde 2018, o que tecnicamente significa que gerenciamos uma conta Google Ad Manager enterprise através da qual múltiplos publishers acessam demanda do Google AdX sem precisar atingir os requisitos de conta direta (50M+ pageviews mensais).
Mas essa é apenas a definição técnica. Na prática, o papel de uma MCM especializada vai além de “dar acesso” – é sobre otimização contínua da configuração programática que determina se AdX gera CPM de 4.50 dólares ou 8.20 dólares para o mesmo inventário.
Por que escolha de MCM importa tanto quanto escolha de SSP
A maioria dos publishers trata MCM como “intermediário necessário para acessar AdX” e escolhe baseado em quem responde primeiro ou quem cobra take rate ligeiramente menor. O problema é que isso ignora as três variáveis que determinam receita líquida real:
Variável 1 – Qualidade da configuração inicial:
MCMs genéricas fazem onboarding padronizado: adicionam seu site ao GAM, configuram 2-3 ad units básicos, ativam AdX, pronto. Você está “gerando receita” mas operando com configuração subótima.
Exemplo real que auditamos: Publisher entrou via MCM genérica, estava gerando 4.800 dólares mensais de AdX. Migramos para AdSeleto, otimizamos floor pricing por device/geo, corrigimos configuração de lazy loading que estava matando viewability, e receita subiu para 7.350 dólares mensais (53% de uplift) sem aumentar tráfego em nada.
A diferença não foi “acesso melhor ao AdX” (é o mesmo AdX). Foi configuração otimizada vs configuração genérica.
Variável 2 – Otimização contínua vs “set and forget”:
Demanda programática muda constantemente. Floors ótimos de março não são ótimos de novembro. SSPs que eram essenciais há 6 meses podem estar gerando apenas 3% de receita hoje. Viewability que estava em 78% pode ter caído para 64% após mudança de layout.
MCMs que operam em “set and forget” configuram uma vez e só revisitam quando você reclama de queda de receita (que muitas vezes você nem percebe porque foi gradual).
AdSeleto opera com análise mensal de performance: revisamos CPM por segmento, fill rate por SSP, viewability por ad unit, e propomos ajustes quando identificamos gap > 15% vs potencial. Isso não é “extra” – é como operação de AdOps deve funcionar quando receita do cliente determina receita da MCM (alinhamento de incentivos).
Variável 3 – Transparência de dados vs “caixa preta”:
Você tem direito de saber:
- Qual é seu CPM bruto (antes de take rate) vs CPM líquido (o que você recebe)
- Quanto cada SSP está contribuindo para receita total
- Por que receita caiu 12% em determinada semana (foi demanda de mercado ou problema técnico?)
- Quais otimizações estão sendo testadas e qual o resultado
MCMs que operam como “caixa preta” dão acesso apenas ao número final de receita. Você não tem visibilidade para diagnosticar se problema de CPM baixo é demanda fraca, configuração ruim, ou fill rate baixo.
AdSeleto fornece dashboard com granularidade de CPM/fill rate/viewability por device, geo, categoria, e ad unit. Além disso, relatórios mensais que explicam variações de receita e oportunidades identificadas. Transparência não é “nice to have” – é requisito para você tomar decisões informadas sobre seu próprio negócio.
O trade-off real: Take rate vs valor agregado
Sim, AdSeleto cobra take rate (como toda MCM). A pergunta estratégica não é “qual MCM cobra menos”, mas “qual MCM gera mais receita líquida após take rate”.
Se MCM A cobra 8% mas gera 5.200 dólares de receita bruta (você recebe 4.784 dólares), e MCM B cobra 12% mas gera 7.100 dólares de receita bruta (você recebe 6.248 dólares), qual é melhor?
A resposta óbvia é MCM B, apesar de take rate maior. Mas a maioria dos publishers compara apenas take rate, não receita líquida final.
Nossa proposta é transparente: Mostramos projeção de receita potencial baseada no seu perfil de inventário atual, aplicamos nosso take rate, e você vê receita líquida esperada. Se for menor que o que você está gerando hoje, não faz sentido migrar. Se for 20-40% maior (padrão que vemos em migrações de MCMs genéricas), a decisão é clara.
O framework de decisão: Qual SSP maximiza receita para SEU inventário específico
A pergunta não é “qual é melhor em geral”, mas “qual é melhor para meu perfil de inventário, audiência, e capacidade operacional”. Este é o framework de decisão em 4 dimensões.
Dimensão 1: Perfil de categoria dominante
Escolha Amazon TAM se:
- 60%+ do seu conteúdo é sobre produtos, tecnologia, e-commerce, reviews, comparativos
- Você ranqueia para queries de “melhor X para comprar”, “review de Y”, “Z vs W comparação”
- Sua audiência está em modo de pesquisa de compra (não apenas informação)
Motivo: CPM 20-35% maior em categorias de produto compensa fill rate 8-12% menor.
Escolha Google AdX se:
- 60%+ do seu conteúdo é sobre finanças, B2B, educação, serviços, informação profunda
- Você ranqueia para queries de “como fazer X”, “o que é Y”, “guia completo de Z”
- Sua audiência está em modo de pesquisa informacional (não transacional)
Motivo: CPM 30-50% maior em categorias de serviço + fill rate 10-15% maior = receita 40-70% maior.
Use ambos (Header Bidding) se:
- Seu inventário é diversificado (30-40% produtos, 30-40% serviços, 20-30% genérico)
- Você tem capacidade técnica para gerenciar dois SSPs premium simultaneamente
Motivo: Cada SSP vence no segmento específico dele. Competição entre ambos aumenta CPM total.
Dimensão 2: Geografia da audiência
Escolha Amazon TAM se:
- 70%+ do tráfego é tier-1 (grandes centros urbanos: SP, RJ, BH, Curitiba, Porto Alegre)
- Você tem tráfego significativo de US/UK (Amazon tem demanda massiva nesses geos)
Motivo: Amazon tem demanda premium em tier-1 mas fill rate despenca em tier-2/tier-3.
Escolha Google AdX se:
- 40%+ do tráfego é tier-2/tier-3 (interior, cidades pequenas, regiões menos desenvolvidas)
- Você tem tráfego nacional distribuído
Motivo: Google tem cobertura de demanda muito melhor em tier-2/tier-3. Fill rate de 70-75% vs 50-60% da Amazon.
Dimensão 3: Maturidade técnica e operacional
Escolha Google AdX via MCM se:
- Você não tem desenvolvedor ou agência técnica
- Você quer implementação rápida (72h até estar gerando receita)
- Você prefere simplicidade operacional (zero gerenciamento técnico)
Motivo: Trade-off é take rate 25-35% vs implementação zero-friction.
Escolha Amazon TAM se:
- Você tem desenvolvedor ou agência técnica disponível
- Você pode esperar 4-6 semanas para implementação + otimização
- Você quer controle total e transparência de configuração
Motivo: Trade-off é complexidade técnica vs take rate 10-15% (20 pontos percentuais de diferença = receita líquida significativamente maior).
Dimensão 4: Volume de tráfego e poder de negociação
5-10M pageviews mensais:
- Google AdX via MCM é praticamente única opção (Amazon exige 10M+)
- Take rate de MCM é não-negociável (você não tem leverage)
10-20M pageviews mensais:
- Você acessa ambos
- Take rate ainda é majoritariamente não-negociável
- Decisão baseada em categoria e geo (dimensões 1 e 2)
20M+ pageviews mensais:
- Você tem leverage para negociar take rate
- Amazon pode reduzir para 10-12% (vs 15% padrão)
- MCMs podem reduzir comissão para 8-10% (vs 12-15% padrão)
- Decisão baseada em receita líquida após negociação
A estratégia híbrida: Por que usar ambos via Header Bidding maximiza receita (e quando não vale a complexidade)
A pergunta “Amazon TAM ou Google AdX” assume escolha binária. A realidade é que 70% dos publishers com 15M+ pageviews usam ambos simultaneamente via Header Bidding, capturando demanda premium dos dois.
Como Header Bidding com TAM + AdX funciona
Configuração técnica:
- Prebid.js com Amazon bidder + Google AdX bidder
- Leilão unificado: Ambos licitam simultaneamente em cada impressão
- Vencedor serve o anúncio (maior bid entre os dois)
Resultado: Você captura CPM premium de Amazon em categorias de produto E CPM premium de Google em categorias de serviço.
Uplift médio vs usar apenas um:
- vs usar apenas AdX: +18-28% de receita (captura demanda Amazon em categorias onde AdX é fraco)
- vs usar apenas TAM: +25-38% de receita (captura demanda Google em categorias onde TAM é fraco + fill rate melhor)
O trade-off de complexidade operacional
Vantagens da estratégia híbrida:
- Competição entre SSPs aumenta CPM (bidders competem, preço sobe)
- Maximização de fill rate (se Amazon não licita, Google cobre)
- Captura de demanda vertical específica de cada SSP
Desvantagens:
- Latência adicional (dois SSPs competindo adiciona 100-200ms)
- Complexidade de gerenciamento (dois dashboards, duas reconciliações, dois reportings)
- Risco de timeout (se configuração estiver mal feita, ambos podem expirar)
Quando estratégia híbrida vale a complexidade
Sim, vale se:
- Você tem 15M+ pageviews (volume justifica complexidade)
- Inventário diversificado (categorias de produto E serviço)
- Capacidade técnica de gerenciar Prebid.js otimizado
Não vale se:
- Você tem 5-10M pageviews (complexidade > benefício marginal)
- Inventário homogêneo (70%+ em uma única vertical onde um SSP é claramente melhor)
- Page speed é crítico (adicionar SSP degrada LCP em 200-300ms, o que pode custar mais em SEO que ganho de CPM)
Conclusão
Como vimos, a pergunta “Amazon TAM ou Google AdX paga melhor?” não tem resposta universal. Amazon TAM gera 20-35% mais receita em inventário de produtos e tecnologia com audiência tier-1. Google AdX gera 30-50% mais receita em inventário de serviços e finanças com audiência distribuída. A decisão correta é baseada em análise de perfil específico, não em benchmark genérico.
Os 3 takeaways críticos:
- Vertical é o fator determinante de qual SSP gera mais receita. Se você ranqueia para queries de produtos (reviews, comparativos, guias de compra), Amazon TAM maximiza CPM. Se ranqueia para queries de serviços (finanças, educação, B2B), Google AdX maximiza CPM. Decisão baseada em “qual paga mais em geral” ignora que cada SSP domina verticais específicas.
- Fill rate e take rate são tão importantes quanto CPM. Amazon pode ter CPM 25% maior, mas se fill rate é 15% menor e você não tem volume para negociar take rate, receita líquida pode ser igual ou menor que AdX. A métrica relevante é receita líquida após todos os descontos, não CPM bruto isolado.
- Estratégia híbrida (ambos via Header Bidding) maximiza receita para inventário diversificado. Se você tem capacidade técnica e volume (15M+ pageviews), usar ambos captura demanda premium dos dois SSPs, aumentando receita em 20-35% vs usar apenas um. Mas exige sofisticação operacional que nem toda operação justifica.
A diferença entre deixar 30-40% de receita na mesa e maximizar potencial está em diagnosticar qual SSP (ou combinação) é ideal para SEU perfil específico de inventário, não em seguir benchmark genérico de mercado.
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